O teatro Nô
Publicado por Kátia Jórgensen Dezembro 3rd, 2007 in TeatroYoshi Oida teve seu início no TEATRO NÔ Clássico japonês.

O teatro Nô (Nô significa “exibir talento”) surgiu no Japão entre os séculos 14 e 15, influenciado diretamente pelo SARUGAKU (macaquice), que era uma espécie de espetáculo cômico bastante grosseiro, mas com uma grande aceitação popular O Nô tem como elementos principais o uso de Máscaras, a dança e a música. Com sete séculos de história, o gênero conserva uma estética cênica rigorosa, que busca o máximo de significação com o mínimo de expressão.
Era tido como arte de elite e era encenado para militares, inclusive os chefes militares participavam do teatro Nô. Hoje em dia , ele é cultivado por uma certa aristocracia intelectual e por famílias tradicionais, além de ser apreciado pela família imperial.
A linguagem peculiar e rebuscada contribuíam e contribuem, até hoje, para que o Nô seja visto como uma arte para poucos, pois o estilo é muito diferente dos tradicionais japoneses como o Kabuki ou Bunraku (teatro de bonecos).
O cenário do Nô Clássico era composto de uma palmeira ao fundo (quando o estilo era encenado ao ar livre). Hoje o Nô, já pode ser encenado em teatros fechados. A influencia do teatro oriental é facilmente reconhecida no ocidente; essa atmosfera “clean” pode ser observada, hoje em dia, no teatro de Peter Brook e Eugenio Barba.
O personagem principal do Nô é o SHITE. O SHITE sofre uma grande transformação entre a primeira e a segunda parte do espetáculo. Na primeira parte dessa transição, o SHITE é chamado de MAEJITE. Já na segunda parte, ou seja, em seu retorno, o SHITE recebe o nome de NOCHIJITE.A maior parte das histórias de Nô são sobre um espírito perturbado (shite) e um sábio sacerdote (waki) que o ajuda a crescer espiritualmente. AI é o narrador que faz a “ponte” entre os dois personagens e o público. Esse personagem, geralmente é representado por um ator do Kyogen. O Kyogen é uma encenação cômica, que é apresentada nos intervalos do Nô. Ela serve para aliviar a tensão e descansar a platéia, pois o espetáculo de Nô é muito demorado por ser composto de cinco partes: A primeira delas, conhecida como KAMI MONO (peça dos deuses) envolve a história sagrada de um templo xintoísta. A segunda, SHURA MONO (peça das batalhas) focaliza os guerreiros. A terceira categoria conhecida como KATSURA MONO (peça das perucas tradicionais estilo Gueixa) tem como protagonista a beleza feminina. Já a quarta categoria tem seu conteúdo variado que inclui o GENDAI MONO (peça dos dias atuais), na qual o tema abordado é contemporâneo e realístico ao invés de legendário e sobrenatural, e o KYOJO MONO (peça da mulher louca) onde o protagonista fica louco devido à perda de um grande amor ou filhos. E finalmente a quinta categoria, conhecida como KIRI MONO (peça final) retrata demônios e seres sobrenaturais.
Os maiores escritores do teatro Nô foram, respectivamente pai e filho, KANAMI E ZEAMI, que contaram com o importante apoio do Shogun ASHIKAGA YOSHIMITSU (lembrado até mesmo nos dias de hoje por ter mandado construir o KINKAKUJI (templo do pavilhão dourado) para que pudesse ser utilizado por ele em sua aposentadoria). Zeami, em particular, escreveu inúmeras peças, entre elas Takasago e Hagoromo. São peças retratadas atualmente no repertório de aproximadamente 250 peças do teatro NÔ. Ele ainda confeccionou diversas obras detalhadas que explicam como o teatro NÔ deve ser composto, representado, dirigido, ensinado e produzido.

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Pronto! Agora as pessoas podem dar nota para as publicações!
Esse blog saiu em tempo recorde!
Beijos,
Bruno Accioly
olá Sr. Yoshi, gostaria de saber qual é o significado dos diretentes tipos de mascaras que existem dentro do teatro Nô, aquelas mascras com representações de chifres.
desculpe o encomodo.
espero ancioso pelos seus exclerecimentos.
um grande abraço.